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Professor sergipano cria vitrine literária com base em personagens mulheres

Fabiano Oliveira ressalta o papel das mulheres no projeto que leva debates à Literatura Brasileira

“Uma Capitu cínica ou uma Tieta ousada?”. É com essa frase que o mestre em Língua Portuguesa, Fabiano Oliveira, instiga a todos a buscarem um olhar crítico sobre o papel das grandes mulheres das obras do nosso País.

Ele, que leciona para o Ensino Médio do Colégio Estadual Dom Luciano em Aracaju (SE), leva à cidade a 3ª edição do Vitrine Literária, projeto que ele mesmo idealizou e transformou em real.

Professor e alunos durante os ensaios

“Essa proposta é o resultado anual das práticas vistas em sala de aula. Este ano com a temática ‘O papel da mulher na sociedade brasileira: um passeio pelas páginas da literatura’, os alunos participantes farão apresentações de teatro, cinema, poesia e shows musicais”, conta.

Tudo é relacionado ao conteúdo das bases curriculares com os temas transversais.

“Obras de autores da Literatura como Jorge Amado, Adélia Prado e Cecília Meireles serão fontes de produção para nosso espetáculo. Afinal, este é o melhor termo para o trabalho dos nossos alunos”, complementa .

Uma mescla entre mulheres e estilos

O professor ressalta que a Literatura Brasileira é vasta em sua concepção quando se refere ao mundo feminino, seja como ficção ou como representação da realidade.

“Macabéa será a estrela do teatro e sua passividade sai das páginas do livro ‘A hora da estrela’ para ganhar vida através da caneta do estudante”, explica.

E continua: “Capitu, a personagem mais famosa de nossas letras, ganha uma versão nova, agora sem Bentinho, para contar sua própria história. Teria ela a voz para recontar a versão Machadiana?”.

Iracema, a raiz do romantismo brasileiro, também aparece como um perfil idealizado que nunca existiu fora das páginas.

E, assim, essas e outras personagens passarão pelas lentes dos presentes na Orla de Atalaia, uma das mais famosas da capital sergipana.

 

O projeto e seus impactos

Diversas linguagens dialogam entre si, devolvendo ao público releituras do ponto de vista político-social e literário.

Um exemplo é Tieta do Agreste, de Jorge Amado, e Lucíola, de José de Alencar, histórias bem distintas , mas que se encontram com a ideia de prostituição.

“A música aparece com a poesia. Rosa, do Olodum, Luz de Tieta, de Caetano Veloso, e Pagu, de Maria Rita, são algumas das canções que mostram como as sonoridades aproximam literatura e música”, realça.

Fabiano Oliveira,conhecido por seus métodos não convencionais de ensino, já chegou a ser personagem de diversas reportagens que levantam opções de como reinventar a educação, entre elas o programa “Como Será”, da Rede Globo.

E agora, no terceiro ano consecutivo levando a Vitrine Literária para as ruas, mostra que é possível aprender de forma prazerosa e criativa.

Para finalizar a representativade das mulheres, as apresentações são “fechadas” pela Banda Quilombo, mostrando a força das negras. Não há como não se interessar, concorda?

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